Em um mercado cada vez mais competitivo, a tecnologia deixou de ser só uma ferramenta de apoio e passou a ocupar um lugar central na estratégia das empresas. Para empresas que desejam crescer, ganhar eficiência e fortalecer a relação com clientes ou acompanhar tendências já não é suficiente. A vantagem competitiva está na capacidade de aplicar tecnologia com inteligência, contexto e visão de negócio.

Para Mao Barros, CCO e cofundador da Deeploy, consultoria especializada no recrutamento e alocação global de profissionais de Produto, UX Design e Design Digital, o avanço da IA exige uma leitura mais estratégica por parte das empresas. A IA acelera processos, amplia a capacidade de análise e apoia decisões, mas depende de dados organizados, objetivos claros e processos replicáveis para gerar retorno real.

A adoção de novas tecnologias também exige responsabilidade operacional. Se uma automação for retirada de um processo, a empresa não pode parar. A tecnologia deve fortalecer a organização, não criar dependências de sistemas que poucos compreendem. O desafio é construir modelos de uso que façam sentido para a operação, as equipes e os clientes.

É aqui que UX Design e Product Design assumem um papel estratégico. Quando uma empresa investe em IA, automação ou novas soluções, a experiência do usuário não deve ser tratada como uma etapa final de acabamento. UX é a camada que transforma capacidade técnica em compreensão, compreensão em confiança e confiança em adoção.

O papel dos profissionais de Produto e UX vai além do desenho de telas ou interfaces. Eles ajudam a traduzir objetivos de negócio em jornadas mais claras, reduzem atritos, interpretam comportamentos e orientam a tecnologia para responder a problemas reais. Em setores como varejo, serviços financeiros, corretoras, saúde, educação ou indústria, essa visão influencia conversão, retenção, reputação e eficiência operacional.

À medida que muitas empresas passam a acessar tecnologias semelhantes, o diferencial competitivo migra para as pessoas que sabem formular boas perguntas, ler contextos e tomar decisões alinhadas ao comportamento humano. A produtividade real não está em terceirizar a parte pensante do trabalho, mas em automatizar tarefas para liberar pessoas para decisões mais relevantes.

Essa visão esteve no centro da reflexão apresentada por Mao Barros no Web Summit Rio 2026, onde a Deeploy debateu o papel dos profissionais de Produto e UX na construção de negócios capazes de transformar tecnologia em confiança, experiência e valor real.